História da casa

EDIFÍCIO COM VALOR HISTÓRICO E CULTURAL

 


A Casa da Fonte é um um edifício do século XVII que esteve desabitada entre o início do século XX e 1998, ano em que foi adquirido pela Fundação Solidários.

Na memória dos habitantes da terra existe a lembrança dos seus proprietários como os senhores para quem trabalharam e as relações que mantiveram com o seu representante, o Feitor. As últimas pessoas a habitar a casa terão sido duas irmãs, últimas criadas que estiveram ao serviço dos proprietários e que aí viveram até se retirarem para casa de familiares, por razões de velhice.
Durante cerca de setenta anos a casa foi utilizada como celeiro, local de arrumos e armazém de alfaias agrícolas. Os currais que existiam foram utilizados para bovinos e suínos até Março de 1998.
A casa foi-se degradando progressivamente encontrando-se, àquela data, num estado muito crítico exigindo uma intervenção rápida e
cuidada. O património associado à casa – pinhais, terras, lagares e recheio da casa e da Capela – foi sendo vendido a residentes e a outras pessoas.
A Casa da Fonte está inserida numa quinta com cerca de 10.000 m2, com zonas de cultivo em socalcos, árvores de fruto, uma mina com água de nascente, uma fonte e um lago.
Como legado histórico e cultural, a Casa da Fonte possui um conjunto de documentos que, embora tenham chegado até nós em mau estado de conservação, se encontram devidamente guardados, para posterior organização e catalogação.


Edifício classificado
Imóvel de interesse concelhio, por deliberação em reunião de Câmara de 14/02/02 e da Assembleia Municipal de Sever do Vouga, de 19/04/02.
Imóvel de relevante valor arquitectónico por despacho do Senhor Director Geral do Turismo, de 22/02/00.


Características do edifício
Implantado num terreno de declive acentuado, o edifício desenvolve-se em U aberto à paisagem. Um corpo principal mais antigo e entretanto recuperado (em 1999/2000), é ladeado por dois mais pequenos situados em cotas mais baixas devido à configuração do terreno.
A entrada principal situa-se na fachada poente. Esta é feita de por uma escadaria até ao nível do piso 0, ladeada por guardas , que assenta em arcada em cantaria a toda a largura. Por cima da porta, de lintel curvo sobrepujado de uma cimalha, foi embutido o grande brasão representante das famílias a que a casa esteve ligada (Sequeiras, Loureiros, Cardozos, Barros, Coutinhos e Quadros).
Ladeiam a porta duas sacadas sobre mísulas à esquerda, e à direita, duas janelas. Ainda na fachada principal , mas no piso inferior, uma porta de acesso à escadaria ladeada de corrimões de madeira que liga os pisos 0 ao -2. Neste piso, um espaçoso átrio interior com dois arcos rasgados, faz de charneira deste complexo edifício, ligando os dois corpos laterais perpendiculares ao corpo principal, mas também fazendo a ligação à parte posterior através de uma escadaria.
A ala esquerda possui um salão amplo com varanda de madeira na testada, tendo gravada na padieira de uma das portas a data 1661. A outra ala possui a antiga cozinha (Piso -2) ainda ostentando a típica mas arruinada chaminé e uma escada interior de subida a uma dependência, talvez sala de refeições da criadagem.

Última actualização
Quinta, 12 de Agosto de 2010
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